2.19.2005

Bai no Batalha!!!

Mentira!
Não bai no Batalha, mas sim, fui hoje ao Batalha.
Não, não é verdade, não fui ao cinema; fui sómente visitar o antigo Batalha.
É fácil! Tem a ver com aquele assunto "causa - efeito".
Por causa de ter passeado os olhos pela Visão, fiquei sobre o efeito da saudade. Por causa de, casualmente, ter passado hoje na Praça da Batalha, lembrei-me da saudade que senti ao ler a Visão e não resisti.
Não percebi aquela coisa de ter que pagar um euro à entrada, mas respondi que o arrumador da zona cobrava mais. Eu sou assim não me deixo vergar. Se tenho que pagar para ir ao Batalha, eu pago e não dei por mal empregue a esmola.
Não há novas meus senhores. Felizmente que está quase igual ao passado, retiraram sómente as cadeiras da plateia por causa dos concertos de música. As madeiras, as vitrinas, etc., são as mesmas e limpas. Pena é que o Bebé também não esteja assim. Ainda não foi restaurado.
É giro porque entrei dei uma volta e saí. Coisa de pouco tempo, mas soube-me mesmo bem. Aquela alegria interior de sentir um edifício que faz parte da minha vida, sem estar degradado, que está vivinho da silva (neste instante) e querem saber que dei comigo a pensar - sim também me acontece, raro mas acontece - que existem uns miúdos que, por não terem que fazer, passam o tempo a brincar aos arquitectos, aos gestores e muitas mais profissões e ainda, por serem uns grandes malucos, talvez arranjassem maneira destes edifícios, como o Batalha, serem úteis para a humanidade, do Porto principalmente porque cá moramos. Lá mataríamos dois coelhos de uma só vez. Usavamos e, ao mesmo tempo, preservavamos. O que acham? Talvez sim, talvez não! Mas com o valor de um jantar desses que fazem os políticos que se presam e o nome dos miúdos na obra, e já estavam a esfalfar-se todos. Por tão pouco talvez se fizesse muito. É o que eu acho!!!

Manuel Joaquim

1 comentário:

GAP-7mecos disse...

Aí mano, afinfa-lhes na memória que pode ser que passem a olhar mais atentamente para o que os rodeia e para os crimes que vão sendo cometidos na nossa cidade. Viva o Batalha, mas não se esqueça o Águia de Ouro!
E agora convençam-me que a Casa da Música não é um mamarracho... Que bem que teria ficado na Batalha, num edifício decente, juntando os dois cinemas. Foi apenas uma hipótese que alguém assassinou antes que pudesse tornar-se real. Vermes...