Se eu fosse o Tiago e tivesse as pistolas carregadas disparava, sem parar, como nos filmes em que os carregadores não contam, em todos os jornalistas que, este fim de semana, acharam que a notícia mais importante era o último lugar do primeiro treino da fórmula 1.
Embora não sirva de consulação, no segundo, até à frente do Shumi acabou. Mas cada momento sua apreciação e no fim de tudo em penúltimo ficou.
Mais uma vez triste fiquei de não gostarmos de nós. Não que mentira fosse realidade tamanha. Mas porquê realçar o negativo sem explicar o assunto em questão. Não sou apologista da mentira, nem da glória ignóbil, mas sei reconhecer que nem sempre o primeiro é último, nem o último é primeiro.
Se queriam vangloriar achando o último lugar óptimo, não esqueçam que o óptimo é inimigo do bom.
Sejamos honestos e apreciemos o esforço do Tiago Monteiro. Não adoremos falsos profectas, mas tenhamos uma palavra de ânimo - senão pela pessoa - pelo menos pelo que representa para uma Nação como a nossa, necessitada de novos feitos para nos agigantarmos.
Quer queiram quer não, como já foi dito, existem mais astronautas do que pilotos de fórmula 1 e um deles é mesmo Português, de quem me orgulho, como de tantos outros que têm remado contra o negativismo atávico de muitos compatriotas que ainda não compreenderam que neste canto é Portugal, dos Portugueses e para os Portugueses que o quiserem ser. Os outros que partam à procura de novos mundos.
Quando do lado de fora, e disso estamos cientes, apreciarão de modo diferente e poderão contribuir com outro espírito, que nós agradeceremos a todos.
Manuel Joaquim
3.09.2005
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