8.26.2005

Zelador

A verdade de uma história é, a maior das vezes, relativa, ou seja, muito mais estória.

Depende do dia, da hora, do contacto e, basicamente, de quem a conta ou escreve e outras coisas mais que queiramos.

Tudo a ver com o Senhor Anónimo, que ainda o é, mas que passou também a ser conhecido por Senhor Anónimo Zelador.

É anónimo mas não é o dono da curva. É sómente zelador a tempo, que é o dele, não o de outrem. Até nisto é diferente. Quase todos os que conheço, não têm tempo - é uma pena mas nada a fazer porque cada um tem o que quer!

Sinto prazer quando, de tempos a tempos, avisto os sacos plásticos agrupados e dou depois com ele, na sua calma que doi, e a curva completamente limpa.

Afinal vem de outras paragens e cedo, porque, quando passo - tarde - próximo ou depois das nove, já a limpeza foi feita. É um regalo para a vista e o ego de ser Português. Já temos uma curva limpa.

Pena o asfalto não corresponder na fase final da curva. Está um pouco, assim, assim, mas paciência. As obras ainda não acabaram e posso estar a ser má língua. Deixemos a crítica para depois se for merecedora de tal.

Cantemos uma pequena vitória na derrota do Verão.

Manuel Joaquim

6.21.2005

Senhor Anónimo

Não é linear que seja mesmo assim como a seguir vos conto!

Construí o quadro por reflexos temporais, somados, que juntei ao de hoje mesmo, pelas 9:00 horas.

Dei com ele – o Senhor Anónimo – no interior da curva para a direita que liga a Estrada Interior da Circunvalação à A3, no sentido Hospital de S. João Areosa.

Alto, seco, moreno (pudera) e com barbas (talvez a forma mais fácil de lidar com o problema). Como seria se: limpo, bem vestido e perfumado?

Não deu para fixar o rosto, porque só o vi nos breves instantes em que passei por ele. A curva é de 180 graus e fechada, logo muita atenção à estrada.

Pensarão: E isto a propósito de quê?
Simples. Dois ou três sacos de plástico, velhos, mas com algo dentro, pendurados nas barras de protecção, na zona dos suportes (não é normal) e, o mais importante, a curva completamente limpa. Tanto a berma esquerda, onde estavam os sacos, como a direita, onde se encontrava o Senhor Anónimo.

Assunto: O Senhor Anónimo tomou conta de um pouco da Terra Lusa e, como poucos, estima-a e conserva-a.

Caso: Porquê uma curva curta na entrada de uma auto-estrada?
Infelizmente não sei responder. O certo é que dei comigo no fim da curva a analisar o que vi, e foi de tal forma, que durou até Santo Tirso.

Retrospectivamente lembrei-me de outras ocasiões idênticas, e a que não dei a mínima atenção, que me fazem pensar que o Senhor Anónimo é residente de uma curva, não de uma casa – como outros, mas sim de uma curva e, muito importante, limpa e no seu estado minimalista.

De uma coisa talvez se livre. Do contacto com outros seres da mesma espécie que, possivelmente, não lhe darão a paz que precisa. Valerá a pena suportar alguma poluição, em detrimento do ruído de alguns humanos que chega a ser pior do que o dos carros.

Vou ficar atento às próximas passagens pela curva do Senhor Anónimo e tentar esquadrinhar um pouco melhor a sua posição relativamente ao eixo do Planeta. A ver vamos o que nos reserva alguma atenção ao nosso semelhante. Da simplicidade do que me pareceu talvez consiga aprender algo e, se tal acontecer, valeu bem a pena a minha atenção.

Manuel Joaquim

4.04.2005

Feminilidades

Orquídea natural que és, lado obscuro que procuro em ti.
Diferença que marca nota da beleza azul;
Púrpura elegante que traduz brilho enorme produz.
Transformação total, em ti já não revejo querer.
Desgaste, braços caídos, tropeço inebriado, vagueio reduzido.
Picado preciso ser, que obtuso estou,
deixando em leveza meu espírito voar noutra direcção.
Novas vidas, imensas virtudes, belezas raras a tratar,
necessitam espaço para acasalar.
Abaixo barreiras redundantes merecedoras de desprezo.
Trabalho mental de brilho profano, se reparo, existe e necessário.
Voa, voa por puro prazer, sob pena de morrer mirrado,
velho, rabudento e cansado, de ser.

Manuel Joaquim

4.03.2005

Leve provocação!!!

Que é deles, onde andam, ocupadas criaturas
sem culpa por nada acontecer.
Eu, tu, nós, vós e eles,
que nada produzimos, neste espaço.
Valor se perde, para nós, quiçá para eles,
se motivo transcende do que fazemos.
Leve ou arisco, complicado, previsto,
pena mexe-te que encanto crias.
Enorme ou menor, melhor será que parada não repouses.
Letras ou imagens quais, servem propósito tal
a que lançados ficamos obrigados, por nada.

Manuel Joaquim

3.23.2005

Lento roteiro

 Posted by Hello


Era ainda a Porto'2001 um projecto que alimentava a ingenuidade dos que pensavam que nada voltaria a ser igual depois da maré viva de cultura que haveria de inundar a cidade e criar um estado de graça na mente dos portuenses... É claro que não houve maré, apenas algumas ondas bem direccionadas pelos amigos de sempre, dando origem às tretas do costume: muito antes da abertura já as bilheteiras estavam esgotadas… O costume, mas também não é esse o motivo da postagem, antes as obras que começaram quando a candidatura não era mais do que isso, algumas delas ainda estão por acabar. Pois bem, lembro o olhar assombrado com que fiquei ao verificar a reconstrução da linha do eléctrico na Praça da Batalha e na Rua 31 de Janeiro. Era uma ideia bonita, a merecer todo o carinho de quem usufruiu do privilégio de viajar ao lado do condutor, olhando fascinado para a simplicidade de condução do veículo. Afinal… estão lá os trilhos, e nem dão mau aspecto, e onde pára o eléctrico? Tanto como servir de meio de transporte a uma cidade carente de serviços colectivos eficazes, poderia ser mais um meio para cativar os turistas que descobrem o Porto. No seu passo lento, em jeito de passeio, seria uma óptima (e segura) forma fazer um roteiro que permitisse um olhar calmo da cidade. Depois das obras terminadas, claro!

Fernando Rogério

3.21.2005

Voltar atrás

 Posted by Hello

Absolutamente necessário o regresso ao post "Escolha". Esclareça-se...

F.R.

3.20.2005

Eternamente

Brilho da noite Posted by Hello


A beleza está nos olhos de quem contempla! Há quem o diga, eu tenho as minhas dúvidas, porque sou daqueles que pensam que o que é... é. O facto de gostar (ou não) implica subjectividade; não a certeza de que "belo" é definição de "agrado". Ora, assim sendo, olhe-se o lado noctivago do Porto e haja quem seja capaz de negar a beleza da luz dos holofotes reflectida pelo que é cinzento de dia e se torna amarelo a cobro da noite. A beleza, de facto, está na descoberta do artista, porque existe. Haja talento para a mostrar.

Fernando Rogério

Era uma vez, a seguir há outra!

Passo a passo iremos apresentando o candidato!
Tez luzidia reflectindo os projectores que fortalecem a posição e preparam o caminho a percorrer na direcção do objectivo.
Ali o temos no seu melhor da descontração após o fraco encontro que, não por culpa nossa - estavamos bastante bem preparados - mas por falta de qualidade do adversário que não se apresentou à altura, deixando muitas saudades o combate do ano passado na "Nôra". Esse sim estava de gabarito.
Eu diria mais:
- Estava de altíssimo gabarito.
A "Nôra" aplicou o seu melhor tendo em conta o júri constituido pelos manos e companhia.
Paciência! A toalha é que não vai ao tapete e mais informo que dali surgui melhor solução. Terei a grande oportunidade de lavar uns discos em casa do Rui.
A ver vamos o desenvolvimento e quem tem afinal jeito para o avental. No meu caso específico será uma honra e um enorme prazer auxiliar os melhores.
Lá temos mais uma vez um velho ditatado em cima da mesa - há males que vêm por bem!!!

Manuel Joaquim

A nossa escolha

O prometido não é de vidro. É sólido. Prova-o este pré-lançamento, um ensaio apenas para a grande missão que nos espera...

Solicitado Posted by Hello

A promessa foi cumprida, mas não pôde ser mantida. O "escolhido" (com letra minúscula, que é minha a decisão) solicitou (telefonou, pediu, fez questão, etc.) mas nunca exigiu e manda a regra da boa educação a que os Mecos se obrigam não resistir... Tivesse havido exigências e as coisas seriam diversas, até pela "ordem" da Palermada que impõe serem estes 'reagentes'. Mas não, o pedido feito como tal torna-nos 'dependentes' (lá está mais uma característica da Palermada) e, por isso, cedi. Fica por definir se este é o fim da "escolha", daí o ponto de interrogação. Confesso hoje sérias dúvidas quanto à bondade da nomeação até agora unânime. Fica aberta mais uma discussão, sem produtividade possível. Acho! Sobre isto, tenho dito!

Fernando Rogério

3.17.2005

Convocatória

está ao lume Posted by Hello


Esperava que o Manuel assumisse a responsabilidade de tornar pública a convocatória... Enfim, como se aproxima a minutos rápidos a hora do grande encontro, adianto-me ao Mano Velho e registo a convocatória para mais um prélio. Os 7 (repito por extenso, sete) Mecos estão na lista do técnico, que considera o adversário "muito forte", capaz de "colocar muitas dificuldades"; no entanto, acrescenta ter "muita confiança" na sua equipa, razão pela qual confia poder "festejar a conquista da vitória" no final do repasto (perdão, desafio). Para quem tiver dúvidas, está marcada para as 20h00 a colocação dos pés debaixo da mesa, no estádio chamado Freitas, por demais conhecido de todos, pelo que não se esperam surpresas.
Haja apetite, que a táctica está mais do que treinada: garfo na mão e vamos a elas...


Fernando Rogério

3.12.2005

(Des)Filosofar

Indiscutível Posted by Hello

O livro da Mafalda é uma espécie de bíblia e os pensamentos do Filipe um tratado de desculpas que até podem servir para a nossa cidade. Não? Então digam lá que aqueles que podiam e nunca quiseram lutar contra o óbvio - a degradação provocada pela venda de grandes e pequenos pedaços aos poderes financeiros - jamais argumentarão com a preguiça... Afinal, onde é que já se viu um preguiçoso ter forças para lutar?

Fernando Rogério

3.11.2005

Inventar o presente

 Posted by Hello

O presente está aqui, não tão diferente quanto o passado nas pedras. Vítima, óbvia, do assalto do poder do imobiliário, mas também dos bancos e das seguradoras, os "senhores" que sonharam reinar em todos os locais nobres da cidade. Como acontece a todos os ditadores, este poder absolutista vai cair. Há sinais de que a queda está a começar; outros aparecerão, por efeito de contágio, até que o poder volte para quem pertence, aos portuenses. A dialéctica da história ensinou-nos que assim acontecerá. A lógica do círculo vai prevalecer e a cidade verá de novo o seu coração a pulsar quando as crianças voltarem a inventar os espaços para brincar. E acontecerá tão mais depressa quanto os "guerreiros" da cidade se dispuseram a lutar sem tréguas com a única arma letal nestas ocasiões: a inteligência. Haja propostas...

Fernando Rogério

O passado...

Memória Posted by Hello

... tinha coisas muito boas, que mexem com a nostalgia do Manuel (o Joaquim, não o Oliveira, que se escreve Manoel, o culpado do cartaz acima), certo na crítica à desertificação. Apesar das cores cinzentas, imagem de marca das pedras da cidade, a vida pulsava nas ruas ou simples vielas, porque as casas estavam habitadas, os cafés tinham clientes à noite e as crianças inventavam espaços para brincar.

Fernando Rogério

Pós-reflexão

 Posted by Hello

Por imperativos legais, o dia anterior às eleições é destinado a reflexão... que, desta vez, me vi obrigado a prolongar depois de saber o resultado do acto eleitoral. O PS sozinho no Governo, sem ter que dar satisfações a ninguém, deixou-me a reflectir. E vou continuar por mais uns tempos.

Fernando Rogério

3.09.2005

Porto lento e atordoado

Nada se parece com o Porto! Nada mesmo, mas também não era para parecer.

O Porto ocupa um espaço Universal e, assim sendo, tem uma vida em movimento. Há que ter cuidado porque vida é vida, para o bem e o mal, e a tendência de quem não se cuida é a morte.

Petalas caídas, folhas soltas, ao vento desordenadas, agigantam o desfazer da harmonia gerada por aquele gosto bairrista da diferença; que se esvai cada vez mais por falta de gosto, jeito ou simplesmente querer.

Triste inquietude que toma de soslaio o prazer de ser residente e mesmo natural, ao avistar paredes que se decompõem em pó, que adivinham o deserto humano a que conduz, com o grave problema da alienação sem hasta pública, perdendo, para sempre, o que tão difícil foi construir partindo do Burgo.

Pulsa pouco ou nada na noite triste e fria. Forças menores alimentam-se do medo dos que têm a perder. Falta luz e vida como outrora. Trabalho de artífice em cada rua; escola que quase não existe por falta de juventude, que alimente; pelo contrário povo envelhecido, que não se desloca - por falta de tudo.

E assim vai esta cidade adormecida, de água rodeada de um rio e mar, bela mas triste.

Manuel Joaquim

Tristeza - palavra mágica de um povo...

Se eu fosse o Tiago e tivesse as pistolas carregadas disparava, sem parar, como nos filmes em que os carregadores não contam, em todos os jornalistas que, este fim de semana, acharam que a notícia mais importante era o último lugar do primeiro treino da fórmula 1.

Embora não sirva de consulação, no segundo, até à frente do Shumi acabou. Mas cada momento sua apreciação e no fim de tudo em penúltimo ficou.

Mais uma vez triste fiquei de não gostarmos de nós. Não que mentira fosse realidade tamanha. Mas porquê realçar o negativo sem explicar o assunto em questão. Não sou apologista da mentira, nem da glória ignóbil, mas sei reconhecer que nem sempre o primeiro é último, nem o último é primeiro.

Se queriam vangloriar achando o último lugar óptimo, não esqueçam que o óptimo é inimigo do bom.

Sejamos honestos e apreciemos o esforço do Tiago Monteiro. Não adoremos falsos profectas, mas tenhamos uma palavra de ânimo - senão pela pessoa - pelo menos pelo que representa para uma Nação como a nossa, necessitada de novos feitos para nos agigantarmos.

Quer queiram quer não, como já foi dito, existem mais astronautas do que pilotos de fórmula 1 e um deles é mesmo Português, de quem me orgulho, como de tantos outros que têm remado contra o negativismo atávico de muitos compatriotas que ainda não compreenderam que neste canto é Portugal, dos Portugueses e para os Portugueses que o quiserem ser. Os outros que partam à procura de novos mundos.

Quando do lado de fora, e disso estamos cientes, apreciarão de modo diferente e poderão contribuir com outro espírito, que nós agradeceremos a todos.

Manuel Joaquim

2.25.2005

Sede

Saciedade Posted by Hello


Matar a sede de muito gente é a boa acção que a Super Bock praticamente diariamente e só temos que agradecer por tão delicioso manã nos aconchegar a garganta. Como se não bastasse, dá azo a que alguém nos brinde com a criatividade deste quadro, que bem poderia ser publicitário; um regalo para a vista. Vale a pena ter sede...

Desabafo simplesmente...

Longe de mim tentar orientar o futuro governo em aspectos como a economia, o défice orçamental, ou coisas assim. Eu não percebo nada de governos! Nunca fui Secretário de Estado ou Ministro, nem tão pouco empregado de Ministério, portanto não sou obrigado a saber destas coisas.
Gostaria é que, desta vez, tivessemos um governo sólido, com indivíduos despidos de interesses pessoais e qualidades suficientes para as tarefas que lhe dizem respeito. Se estou a pedir muito, digam para estar anegráfico (desculpem o disparate).
Não gostaria que, como habitualmente, fossemos governados por gente que, simplesmente por fazerem parte do grupo, servem para qualquer lugar, independentemente da sua competência básica. Assim também eu, grande coisa!
Já imaginaram se um qualquer treinador de futebol, por exemplo, colocasse o guarda redes a médio, o extremo a defesa central e assim por diante, quais as hipóteses de vencer um jogo. Só por milagre e, como eu costumo dizer, nem a Nossa Senhora de Fátima os tem feito!

A ver vamos quem o Senhor Sócrates lá coloca, mas já o aviso que a coisa vai preta e se for preciso vão corridos à vassourada.

Manuel Joaquim

2.22.2005

Descontentamento!

Caros Senhores,

Custe o que custar e doia a quem doer, sinto-me impelido a transformar o meu pensar em escrita de se ver.

Nem passava de ano e dia quando o senhor Rogério me carimbou de sócio dos Dragões. Tirando a minha tia Aurora que se lembrou de afrontar o cunhado, tentando levar-me para o Boavista, coisa de brinca, sempre fui - e deve ser difícil mudar - Dragão.

Porquê tanta treta? Por causa do Senhor Costa que diz, hoje, no jornal O Jogo, que a culpa da maioria absoluta é do Rio.

Não é não! Está o Senhor Costa muito enganado! o Rio é do Porto e a maioria absoluta é de Portugal. Não se confundam as coisas - o que é seu a seu dono.

A mim nem me aquece nem me arrefece o problema, porque não sou mesmo nada ao Senhor Rio, arrefece-me é a atitude. Não seria bem mais importante que o Senhor Costa, que tem um lugar muito importante, no meu entender de Dragonista, a conduzir a nossa equipa, que não tem estado no seu melhor e até nem sei bem de quem é a culpa, mas minha não parece ser, se preocupasse com a próxima Quarta-Feira e deixasse, de momento, o Senhor da Câmara.

É bem mais importante controlar a postura de alguns jogadores e o seu rendimento, não dar cobertura a alguns excessos e provar a todos que não devemos ao fisco, do que pensar, neste momento, no Senhor Rio.

Teremos, a breve prazo, ocasião de ajustar contas e aí sim, defendamos a nossa honra.

Sem fel, nem mel é só um pequeno desabafo. Gosto do Dragão limpo e de vencer.

Manuel Joaquim

2.20.2005

Viva o Águia Douro...

Obrigado pelo toque memorial, que é muito importante para o Futuro.

Existe uma única forma de construir equilibradamente, é mantendo sempre presente o passado. Não para nos atrasar a vida, nem para fazer cópias, mas sim, para nos lembrarmos de como fazer melhor. Só a experiência nos permite voar alto sem cair.

Sem lamechas, há que recordar o velho Águia. Aquela fachada que, no seu estilo, era lindíssima.

Imaginem o que seria se a Praça da Batalha se tornasse numa praça cultural, transformando, por adaptação, tanto o Àguia, como o edifício do "Inatel" - não era este o nome verdadeiro - que lhe está adjacente, o Batalha e até os Correios (assim lhe chamavamos), em locais de cinema, teatro, música e tudo o que a imaginação permitisse. O São João já lá está. Era só recupar o Java, o Tropical e pouco mais. Só Hóteis são dois, e pensões - que se poderiam transformar para gatas finas (é mais elegante), também já as há, e mais ainda, até o Terço poderia passar a mini hospital e muito mais seria permitido realizar.

É demais não é? Estes sonhos até fazem mal à moleirinha. Era muito chato que depois viessem aqueles senhores estrangeiros, que andaram por aí há tempos, atrás da Ópera dos Malandros ou da 5.ª Sinfonia de Senhor Beethoven, tocada pela orquestra não sei das quantas, ou da Senhora Maria João Pires, ou até para o Fantas, etc.. Era muito chato e eu não estou para isso!!!
Manuel Joaquim